Kangamba transferido para Hospital Prisão do São Paulo



Bento dos Santos “Kangamba” passou a noite de sábado (29) como preso preventivo no Hospital Prisão do São Paulo.

As autoridades angolanas enviaram na noite de sábado (29), uma aeronave a província do Cunene, a fim de trazer à Luanda, o general na reforma Bento dos Santos “Kangamba” que fora detido na manha deste mesmo dia na localidade do Xangongo. Em Luanda, o também Presidente do Kabuscorp foi levado ao Hospital Prisão do São Paulo, para ai pernoitar e será ouvido na próxima segunda-feira (2) pelo DNIAP   por suposta burla por defraudação.
Segundo o portal club-k, na passada sexta-feira, os advogados de Bento Kangamba receberam uma notificação para o mesmo ser ouvido na PGR no próximo dia 5 de Março e ser comunicado da sua condição de arguido num processo movido por uma empresaria Teresa Gerardin devido ao incumprimento de uma divida contraída de 15 milhões de euros contraída em 2017. O general pagou 12 milhões de forma faseada faltando 3 milhões de euros. O atraso da última tranche levou com que a Teresa Gerardin recorresse pela intervenção da justiça.
Na quinta-feira (27) de tarde, o general Bento “Kangamba” deslocou-se ao sul de Angola, por estrada, com dois dos seus escoltas e um homem de campo para tratar de alegados negócios tendo passado pela Gabela, e Lobito. Na noite de sexta-feira (28) para sábado (29) pernoitou na zona do Xangongo, ficando hospedado no Hotel “Aguia Azul”.
Passou todo a manha na região do Xangongo e havia acertado programado percorrer 280 km por estrada até ao Lubango, província da Huíla com um homem de campo, enquanto isso, os guardas ficariam no hotel aguardando pelo seu regresso. Por volta das 12h, o general e o seu colaborador saiam do hotel com destino ao Lubango, e foram interpelados por oficiais do Serviço de Investigação Criminal (SIC) que mandaram parar a viatura em que se faziam seguir.
Os oficiais do SIC abriram-lhe a porta e convidaram lhe a sair da viatura tendo um deles se dirigido ao general com as algemas para o prender. Kangamba que trajava um calção azul e camisola vermelha, questionou sobre as razões que estariam a prende-lo questionando pelo mandado de detenção. Um dos agentes do SIC, respondeu que não traziam “mandado” algum e que tratava se de “ordens superiores”.
No seguimento do impasse entre as partes sobre a existência de “ordem de detenção”, os agentes do SIC telefonaram para a cadeia de comando em Luanda informando que Bento Kangamba estaria a questionar sobre a existência de algum “mandando de detenção”, já que tinha conhecimento que recebera – por via dos seus advogados no dia anterior – uma notificação para ir prestar declarações à PGR no próximo dia 5 de março.
Ao receberem o telefonema, a “cadeia de comando” em Luanda, pediu que aguardassem, tendo em conta que era sábado, dia de folga, os oficiais em serviço, na capital do país telefonaram ao Procurador Vanderley Bento Mateus para saber sobre o seu paradeiro, e este fora solicitado a escrever um “mandado de detenção” que serviu para legalizar a prisão do mesmo, razão pela qual houve atraso. Por volta das 14h, o “mandado de detenção” foi enviado aos oficiais do SIC, em Luanda.
No momento da detenção, os agentes do SIC confiscaram-no um telefone celular da marca “nokia”, a arma pertencente ao escolta que estava no hotel, mais uma quantia de 900 mil kwanzas (equivalente a USD 1800), e cerca de 10 mil rands sul africano (USD 640 ).


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