Bento Kangamba em liberdade, mas impedido de sair do país

O empresário e general angolano na reserva Bento dos Santos ‘Kangamba’, que foi detido no sábado por suspeitas de “burla por defraudação”, saiu hoje em liberdade, mas está proibido de sair de Angola.


Segundo uma fonte judicial, Bento “Kangamba“, que foi hoje ouvido na Direção Nacional de Ação Penal, foi posto em liberdade, ficando sujeito a termo de identidade e residência e apresentação periódica às autoridades e não poderá ausentar-se do país.
Bento ‘Kangamba‘, que foi detido na província do Cunene, no sul de Angola, junto à fronteira com a Namíbia é suspeito de ter usado em proveito próprio cerca de seis milhões de dólares (cerca de 5,4 milhões de euros) “que lhe teriam sido entregues a pretexto de financiar uma campanha do seu partido [MPLA, partido no poder]”, indicou a mesma fonte.
Na altura da detenção foram apreendidos uma pistola e valores em kwanzas (moeda angolana) e rands (moeda sul-africana) cuja quantia não foi divulgada.
Kangamba contesta, no entanto, que estivesse a tentar fugir do país, e afirma que tem colaborado com a justiça angolana, no sentido de pagar a dívida contraída, sem detalhar qual o valor da mesma ou quem são os credores.
Num comunicado enviado pela sua assessoria de imprensa pouco depois da detenção, Bento ‘Kangamba‘ referia que não pendia sobre si “nenhuma interdição de saída, ou qualquer outra medida de coação” e que a “aludida dívida, que foi forçadamente contraída a alguém que pretendia expatriar os seus capitais, à revelia da legislação em vigor” era “de montante bastante inferior ao património que possuiu”.
Considerou ainda que a detenção foi “ilegal, ilícita e abusiva”, servindo para “humilhar publicamente um homem que tanto contribuiu, como militar, político e empresário, para o engrandecimento de Angola”, referem os assessores do general, que prometem recorrer da prisão.
O general Bento dos Santos ‘Kangamba‘ foi detido junto à fronteira com a Namíbia por suspeita de “burla por defraudação” e fuga, anunciou no sábado a Procuradoria –eral da República (PGR) de Angola.
Em causa estão indícios de “prática do crime de burla por defraudação”, segundo as autoridades angolanas, que salientaram, que o general foi detido na província do Cunene, no sul de Angola, quando tentava fugir para a Namíbia.

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