Padre rapper está proibido de celebrar missa por um ano

     Conhecido como "Sweet Paul", Paul Ogallo vai ter de escolher entre "ser rapper ou ser padre", explicou à BBC ​​​​o bispo Philip Anyolo, da diocese de Homa Bay, no Quénia
  

"Os jovens chamam-me Sweet Paul porque eu faço um rap doce", explicava Paul Ogallo à BBC quando foi entrevistado em Maio. Agora o padre queniano foi suspenso pela Igreja Católica e proibido de celebrar missa durante um ano.

"Terá de escolher entre ser rapper e ser padre", explicou à televisão britânica o bispo de Homa Bay, Philip Anyolo.
Antes da suspensão, o padre Ogallo celebrava parte da missa em rap e no final da cerimónia religiosa trocava a sotaina pela T-shirt e lenço na cabeça.
Agora, o bispo Anyolo garante que o sacerdote poderá continuar a usar a música para chamar jovens para a igreja. Mas não durante a missa.
A ideia de usar o rap nas celebrações surgiu a Paul Ogallo em 2004, depois da morte de três jovens num evento musical em Nairobi.
O padre decidiu então oferecer aos jovens a oportunidade de ouvirem música num local seguro.
Suspenso no início do mês, o sacerdote tem agora "um ano para pensar sobre a seriedade com que encara a vida na igreja", garantiu o bispo Anyolo. Mas pode continuar a celebrar missas privadas.
Dos 49 milhões de quenianos perto de 85 por cento são cristãos. Apesar de o catolicismo ter chegado ao Quénia com os portugueses no século XV, hoje os protestantes são a maioria dos cristãos na antiga colónia britânica.

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