CIDADÃO ABANDONA FAMÍLIA POR SUPOSTO PRECONCEITO DE FILHOS ALBINOS

Cidadão abandona família por suposto preconceito de filhos albinos
Um cidadão, identificado por Frederico de Oliveira, abandonou actualmente, na comuna de Xangongo, município de Ombadja (Cunene), a esposa por suposto preconceito de seis filhos albinos, dos 10 que o casal tem, denunciou a lesada aos jornalistas, nesta terça-feira.
O alegado infractor é funcionário do Estabelecimento Prisional do Peu Peu, que após abandonar a mãe das crianças albinas constituiu outra família.
Face a esta situação, a denunciante, Delfina Chimuco, disse estar a encontrar várias dificuldades para cuidar das crianças, que para além dos problemas causados pelas superstições, as mesmas carecem de assistência médica e medicamentosa, alimentação, vestuário, entre outros.
Solicita apoio das pessoas de boa-fé, no sentido de ajudarem na aquisição de produtos dermatálgicos, para cuidar da pele e para consultas de oftalmologia, a fim de facilitar o processo de ensino e aprendizagem.
Fez saber que devido ao sol intenso na região, as crianças encontram-se com queimaduras e com problemas de visão, realçando que os albinos são crianças que requerem cuidados especiais para o seu desenvolvimento harmonioso.
“Ser mãe de 10 crianças é normal para uma mulher africana, mas o albino tem características que exigem muitos cuidados especiais e sem emprego não consigo resolver os problemas” enfatizou.
Contactado pela à Angop, o sociólogo Hermínia Remaculo reprovou a atitude demonstrada pelo pai, realçando a necessidade de uma maior consciecialização das pessoas, na qual os albinos são perfeitamente normais e que apenas precisam de ter alguns cuidados especiais com a pele e a visão.
Apesar de poucos relatos de actos de discriminação por parte de albinos angolanos, como em outros países africanos, a socióloga apontou as crenças culturais, desagregação familiar, a perda de valores morais, de amor ao próximo como factores principais de actos de género.

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