Namibe: Pais insatisfeitos com alta taxa de reprovações


Pais e outros encarregados de educação no município de Moçâmedes, província do Namibe, manifestaram hoje, sexta-feira, a sua insatisfação pelo elevado índice de reprovações dos alunos no presente ano lectivo.
O índice de reprovação notou-se mais na 2ª, 4ª, 6ª, 8ª, 10ª e 11ª classe onde os resultados das avaliações finais já foram divulgados aguardando nesta altura das outras classes de exames.
Em declarações à Angop, a encarregada de educação Maria Chitula disse estar indignado com a atitude de determinados professores, por reprovarem o seu filho uma vez que ao longo do ano lectivo teve sempre resultados positivos nas provas.
No seu entender, houve algum “equívoco” na altura dos professores lançarem as notas finais.
Já o também encarregado de educação José Cavique acusou a Direcção Provincial da Educação do Namibe de ser responsável pelo elevado índice de insucesso dos alunos, por ter alterado o modelo de avaliação final.
Segundo Pedro Cafule, o método de avaliação usado esse ano pela Direcção Provincial da Educação do Namibe, de colocar professores de outras escolas a avaliar as provas dos alunos, foi prejudicial para os estudantes, visto que muitos docentes não dominavam as matérias em causa.
“A mudança de professores de escolas para avaliarem os resultados finais foi errada, visto que muitos docentes corrigiram provas de disciplinas que não dominavam e isto prejudicou os nossos filhos”, asseverou.
Por seu turno, o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia no Namibe, Pacheco Francisco, justificou a alta taxa de reprovação pelo fraco desempenho dos alunos, tendo admitido também o pouco empenho por parte de certos professores do município de Moçâmedes ao longo do ano lectivo.
“Esses resultados negativos não aconteceram em todos os municípios da província do Namibe, mas circunscreveram-se apenas à região de Moçâmedes”, precisou.
Lembrou que em Fevereiro deste ano o sector traçou estratégia para melhoria da qualidade de ensino e aprendizagem na província, sendo uma das medidas a mudança dos professores na época das avaliações finais.
Essa acção, esclareceu, permitiu verificar durante as provas do I, II e III trimestre que muitos professores não cumpriam com o plano de aulas, furtavam-se das suas responsabilidades e atribuíam notas positivas aos alunos, o que não correspondiam à realidade.
O responsável criticou também a atitude de certos directores de escolas por não fazerem as devidas inspecções e acompanhamento dos planos de aulas, bem como não avaliaram convenientemente a forma como os professores leccionavam as matérias.
No seu entender, muitos directores prefiram o “comodismo”, ao invés do rigor, facto que afectou negativamente os resultados finais dos alunos.
Admitiu que a alta taxa de reprovações não verificou-se nas escolas particulares devido ao maior rigor, controlo, fiscalização e exigências feitas a professores e alunos.
Durante o presente ano lectivo, o sector da Educação no Namibe matriculou mais de 142 mil alunos do ensino primário ao II ciclo do ensino secundário.

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